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Idaron alerta para o início do vazio sanitário da soja em Rondônia
O vazio segue até 10 de setembro e tem como objetivo reduzir a incidência da ferrugem asiática, protegendo a produtividade das lavouras e a competitividade da sojicultura rondoniense.Começou no dia 10 de junho, em Rondônia o período do vazio sanitário da soja, medida fitossanitária fundamental para o controle da ferrugem asiática, considerada uma das principais doenças que afetam a sojicultura. O período se estende até 10 de setembro. Nesse intervalo de tempo, fica proibido semear ou manter plantas vivas de soja em todo o território estadual.
O gerente de defesa vegetal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Jessé de Oliveira, explica que, durante os 90 dias de vazio sanitário, os produtores devem eliminar todas as plantas voluntárias da cultura, conhecidas como ‘soja tiguera’ ou ‘guaxa’, que nascem espontaneamente após a colheita. “A permanência de plantas vivas de soja em áreas irrigadas ou associadas a cultivos como milho, sorgo e milheto também é proibida”, salientou.
A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja. Ao eliminar as plantas hospedeiras durante a entressafra, reduz-se significativamente a pressão da doença na safra seguinte, contribuindo para a sanidade das lavouras e para a redução dos custos de produção.
Vale ressaltar que, a partir desse ano, mesmo a soja ‘tiguera’ que nasce voluntariamente às margens da BR-364 terão que ser eliminadas, sendo que esta atividade será desempenhada pela concessionária que é responsável pela administração da rodovia.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e os produtores rurais para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja no estado.
“Rondônia é reconhecida nacionalmente como um importante polo produtor agrícola, deste modo, preservar a sanidade das lavouras é essencial para mantermos nossa competitividade. O vazio sanitário é uma medida técnica comprovadamente eficaz e que depende do comprometimento de cada produtor rural. Cumprir esse período é investir na segurança e no futuro da produção agrícola do nosso estado”, ressaltou o governador.
O presidente da Agência Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, reforçou que a colaboração dos produtores é decisiva para o sucesso da estratégia de controle da doença. “O vazio sanitário é uma das mais importantes ferramentas de prevenção da ferrugem asiática. Por isso, orientamos os produtores a realizarem a eliminação completa das plantas voluntárias e a observarem rigorosamente as normas estabelecidas”, enfatizou.
A fiscalização e as ações de orientação aos produtores serão realizadas pela Idaron ao longo do período, conforme estabelecem a Portaria SDA/Mapa nº 1.579, de 9 de abril de 2026, e a Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas.
A Agência alerta ainda que o respeito ao vazio sanitário é fundamental para preservar os avanços conquistados pela agricultura rondoniense e garantir condições mais favoráveis para o desenvolvimento da próxima safra. O descumprimento das normas pode resultar em sanções previstas na legislação vigente.


